quinta-feira, 19 de maio de 2016

X-Men: Apocalipse


Nota: 3,0


           Ambientado na década de 80, X-Men: Apocalipse dá continuidade ao bom X-Men: Dias de um Futuro Esquecido e seus personagens principais. Apocalipse e seus Cavaleiros tem momentos bons, mas sem o desenvolvimento necessário. Os Cavaleiros do Apocalipse, apesar de surgirem mais como adereços, são poderosos, não somente em suas habilidades, mas no quesito imagem. Dá até aquele gostinho nostálgico vê-los em ação, como na época da animação da década de 90. Apocalipse, é um dos maiores, senão o maior vilão dos mutantes e surge de forma "grandiosa", mas depois tem suas motivações e objetivos simplificados ao extremo. 
              De todos os personagens, talvez Magneto seja o que se aproxime mais daquilo que é desejado e tem uma atenção plausível, 


Fonte: www.forbes.com

           Por falar em anos 90, algumas coisas deixaram a desejar, infelizmente, como Jubileu, por exemplo. Assistam e entenderão o que quero dizer.


Fonte: www.comicbookresources.com

              Ao contrário de Jubileu, e por motivos muito óbvios, o que Jennifer Lawrence constrói na pele de Mística em "Dias de um Futuro Esquecido" edifica a personagem como uma potencial "heroína" em "Apocalipse". Gosto muito de Jogos Vorazes e dela, Lawrence, mas cada um na sua, por favor. 



Fonte: mixme.com.br

            Na contra-mão de tudo isso, X-Men: Apocalipse entrega um bom entretenimento graças ao "pai" dessa franquia, Bryan Singer. Desde os excelentes X-Men: Primeira Classe (dirigido por Matthew Vaughn) e X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (também dirigido por Bryan Singer), o terceiro longa desta segunda fase não repete de forma triunfal seus antecessores mas encerra essa segunda trilogia de maneira muito mais convincente que X-Men: O Confronto Final.





               Por fim, a FOX segue o modelo dos estúdios MARVEL e a cena pós-créditos sentencia uma vida longa aos X-Men nos cinemas. É aguardar para conferir. Ah, já estava me esquecendo. Tem o Wolverine em X-Men: Apocalipse. O carcaju dos quadrinhos e animações virou presença garantida em tudo que está relacionado aos mutantes. Mesmo que seja meio "batido", é sempre legal vê-lo por aí... 



O critério de notas é estabelecido da seguinte forma:

0,0 = péssimo
1,0 = ruim
2,0 = regular
3,0 = bom
4,0 = ótimo
5,0 = excelente


quinta-feira, 12 de maio de 2016

Angry Birds - O Filme


Nota: 3,0


           Desde o anúncio de Angry Birds - O Filme, todos os viciados no game da Rovio (inclusive eu), aguardávamos com muita curiosidade o que viria, afinal, que "história" poderia surgir de um jogo extremamente cativante, porém sem história? A única coisa que sabíamos até então é que porcos surgiriam em terras de pássaros para roubarem seus ovos e o revide desses pássaros seria... bem, seria os próprios pássaros "velozes e furiosos" lançando-se contra esta ameaça como verdadeiros "kamikazes".  



Fonte: www.youtube.com

          A história gira em torno de Red, que faz uma espécie de tratamento, não o de "choque" como Adam Sandler fez com Jack Nicholson, mas algo que tente controlar sua raiva perante um mundo repleto de "pessoas felizes" e que tornam o nosso protagonista previsível e engraçado, mas não de forma tão agradável como, mais uma vez, o personagem de Adam Sandler em Happy Gilmore (no Brasil "Um Maluco no Golf"). Red e os demais têm suas vidas transformadas com a chegada de porcos ladrões e trambiqueiros. 



Fonte: www.youtube.com

          Mesmo assim, as boas piadas do roteirista de Simpsons (o filme e a série), sustentam bem o filme e seus personagens caricatos.



Fonte: screencrush.com

          Angry Birds - O Filme, conta com as vozes de Jason Sudeikis, Maya Rudolph, Josh Gad e Danny McBride. No Brasil, a boa dublagem fica por conta do time com Marcelo Adnet, Dani Calabresa, Fabio Porchat e Mauro Ramos.





          Por fim, a animação promete fazer sucesso entre adultos (que jogaram, jogam ou passarão a jogar o game de agora em diante) e principalmente crianças. Com um visual legal e piadas que com certeza irão entreter bem o público, Angry Birds - O Filme não chega a ser um "A Era do Gelo", mas também não é nenhum "Heróis da Galáxia: Ratchet e Clank" (ainda bem). Não será preciso lançar-se como "kamikaze" em direção ao cinema, mas vale a pena conferir para dar algumas boas risadas acompanhado de uma boa pipoca com a criançada. 



O critério de notas é estabelecido da seguinte forma:

0,0 = péssimo
1,0 = ruim
2,0 = regular
3,0 = bom
4,0 = ótimo
5,0 = excelente



sexta-feira, 6 de maio de 2016

Estreias da semana: De Amor e Trevas, O Maior Amor do Mundo e Heróis da Galáxia: Ratchet e Clank – Programa “De Bem com a Vida”.



                                                                                                 06 de maio de 2016




quinta-feira, 5 de maio de 2016

A Assassina


Nota: 5,0


           Criado em 1946, o Festival de Cannes tem como glória máxima a premiação simbolizada pela Palma de Ouro e que ano após ano surpreende reconhecendo verdadeiras obras de arte, polêmicas ou não. Não é à toa que "A Assassina" vem para fazer parte do grupo seleto de produções chinesas de grande êxito neste sentido. 



Fonte: wellgousa.com



         "A Assassina" conta a história de uma matadora profissional que sofre com a dúvida entre executar sua missão ou salvar o amor de sua vida. O diretor Hou Hsiao Hsien ("A Viagem do Balão Vermelho"), mais conhecido por produções de dramas, funde artes marciais e a sensibilidade da temática ponto forte predominante em seu DNA de cineasta. Planos longos sem cortes, longínquos e que abusam da quietude, dúvida e descomodidade ditam o ritmo dessa produção. 



Fonte: www.pinterest.com



         Seguindo o rastro de filmes aclamados pelo público como "O Clã das Adagas Voadoras" (2003), indicados ou premiados ao Oscar, Globo de Ouro como "Herói" (2002) e "O Tigre e o Dragão" (2000), "A Assassina", que rendeu a Hou Hsiao-Hsien o prêmio de melhor diretor no Festival de Cannes em 2015 (às vezes o que realmente é bom, demora para chegar às salas de cinema em nosso país), entrega  uma trama hipnotizante e cativante.



Fonte: www.scmp.com


         Hou Hsiao Hsien, ao mesmo tempo em que se demonstra ousado, transforma a pulsão em subjetividade para alcançar novas dimensões. Um filme gracioso em sua composição e que conta com atores chineses famosos como Shu Qi (Carga Explosiva - 2002) e Chang Chen (O Tigre e o Dragão).





         Idealizado durante mais de 25 anos e refinado cuidadosamente há aproximadamente cinco por seu diretor, "A Assassina" é algo um pouco diferente da produção de "Boyhood" (do brilhante diretor Richard Linklater) neste quesito. Uma poesia cadenciada e belíssima, com um figurino de época, porém realista e exuberante,  Um filme que vai na contra-mão dos populares Wuxia (filmes chineses de artes marciais) e que promete fazer mais sucesso entre os apreciadores de arte do que aqueles que procuram no cinema apenas o entretenimento, Um autêntico vencedor de Cannes.



O critério de notas é estabelecido da seguinte forma:

0,0 = péssimo
1,0 = ruim
2,0 = regular
3,0 = bom
4,0 = ótimo
5,0 = excelente

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Capitão América: Guerra Civil


Nota: 5,0


              A espera acabou. O filme que prometia um mergulho muito mais ousado e abrangente no universo Marvel fez jus ao legado cinematográfico que seus heróis estão construindo e mais, promete uma nova era de adaptações de seus quadrinhos que com toda certeza deixará fãs de todas as gerações extremamente satisfeitos. 

             Por falar em adaptação, é bom avisar que aqui os eventos ocorrem com intensidade parecida com a dos quadrinhos, mas com ações, reações e resultados diferentes. Aos céticos de plantão que criticavam a quantidade de heróis presentes para que fosse realmente estabelecida uma "guerra", o clima e expectativa que move o embate entre heróis preenche essa lacuna graças ao roteiro habilidoso de Christopher Markus e Stephen McFeely baseados na HQ de Mark Millar e Steve McNiven.  



Fonte: seriesemcena.com.br


             Na  história, os eventos giram em torno das responsabilidades e deveres dos heróis mediante as destruições causadas pelos embates entre o bem e o mal. O que é preciso para que isso seja resolvido sem fatalidades? Mesmo com todo o esforço de nossos heróis, baixas são inevitáveis. E o Soldado Invernal (Sebastian Stan) é o estopim que definitivamente dará início à cisão do grupo. 


            Sobre cada herói no filme, Capitão América (Chris Evans) e Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) estão conflitantes de forma inteligente e menos engraçada que em "Os Vingadores" e "Vingadores: Era de Ultron". Aliás, as cenas de luta do bandeiroso são sensacionais como sempre! Máquina de Combate (Don Cheadle), Falcão (Anthony Mackie), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) e Viúva Negra (Scarlett Johansson) cumprem com competência seus papéis de fiéis escudeiros de cada lado. Visão (Paul Bettany) e Wanda (Elizabeth Olsen) tem seu relacionamento estreitado de forma muito natural e eficaz. Mas os destaques vão mesmo para Pantera Negra (Chadwick Boseman), Homem-Formiga (Paul Rudd) e Homem-Aranha (Tom Holland). O primeiro tem uma história construída de forma sintética, mas muito bem sustentada, o segundo mantém o tom de seu filme solo, principalmente nas cenas de ação (a batalha entre os dois times no aeroporto é espetacular). Por último e não menos importante, o jovem Homem-Aranha, que com todo respeito aos seus antecessores, já é definitivamente o melhor de todos. 


Fonte: wall.alphacoders.com


A talentosa direção dos irmãos Russo não deixa a desejar e entrega um filme que é apenas o início de algo melhor e tão soberbo quanto (aprenda, Shane Black). 

           Capitão América: Guerra Civil não é o melhor filme da Disney/Marvel como muitos estão dizendo por aí, mas com certeza é um dos melhores. Não é melhor que Capitão América: Soldado Invernal, mas se iguala. Não é o melhor filme da história dos filmes de super heróis, mas entra para este grupo seleto como um dos melhores também.  

Em suma, o que veremos na tela do cinema é um verdadeiro deleite para todos os públicos. Do nerd ao entusiasta que torce para o "time Homem de Ferro", porque gosta do carismático Robert Downey Jr, mas ainda não leu a HQ.  


Fonte: www.hdwallpapers.in


           A saga cinematográfica do Capitão América, ao contrário da saga de seu "oponente", o Homem de Ferro, vem em uma crescente fantástica e situando o universo Marvel de forma extremamente eficiente. Resta agora esperar ansiosamente para que as próximas produções continuem no mesmo nível. Afinal, Marvel, continuamos confiando em você. E Chris Evans, por favor, não nos deixe. Assim que a Disney/Marvel colocar o contrato de renovação sobre a mesa, assine sem hesitar. Nós agradecemos! 




Uma última observação... Se é filme da Marvel, tem cenas pós-créditos. Portanto, tenha sempre isso em mente. É quase uma tradição. Espere e mais uma vez vai gostar. 


O critério de notas é estabelecido da seguinte forma:

0,0 = péssimo
1,0 = ruim
2,0 = regular
3,0 = bom
4,0 = ótimo
5,0 = excelente



quinta-feira, 21 de abril de 2016

O Caçador e a Rainha do Gelo


Nota: 3,0


          Melhor que o primeiro filme (Branca de Neve e o Caçador, 2012)O Caçador e a Rainha de Gelo conta dessa vez com um elenco mais recheado, sem a presença da morosa Kristen Stewart e com uma verdadeira constelação de mulheres poderosas que são mais uma vez ofuscadas pela presença curta, mas sempre marcante de Charlize Theron. 



Imagem: socialspirit.com.br


          Nessa nova trama Ravenna (Charlize Theron) comanda seu reino com legitimidade, quando sua nobre irmã Freya (Emily Blunt) dá a luz a uma menina, cujo futuro reserva nada mais, nada menos que o fim dos dias da rainha na posição de mais bela. "Furiosa", Ravenna mata a criança, tornando sua irmã deprimida e gélida. Anos se passam e ao tomar conhecimento da morte de Ravenna, Freya parte em busca do espelho mágico da finada rainha . Em meio a isso, Ravenna revive e imersa nessa jornada, a Rainha do Gelo irá se deparar com os guerreiros caçadores que enfrentam o mal, Erik (Chris Hemsworth) e Sara (Jessica Chastain).



Imagem: on.ig.com.br


          Fica claro que  Sara (Jessica Chastain) é muito mais badass que a Branca de Neve de Kristen Stewart.  Erik (Chris Hemsworth) não impressiona e repete o mesmo desempenho do primeiro filme... Um "Thor" (menos classudo) e sem seus poderes divinos. 



Imagem: www.hugogloss.com


        Visualmente belo, porém apenas mais um filme que nos conduz ao passado dos velhos clássicos inspirados em contos de fadas,  O Caçador e a Rainha de Gelo mistura prelúdio e continuação de um longa que cumpre com seu papel comercial de aproveitar o sucesso do primeiro para lucrar um pouco mais.





          Dirigido pelo estreante Cedric Nicolas-Troyan, com um roteiro melhor lapidado e uma história em que Branca de Neve sai de cena e dá lugar à "princesa Elsa de Frozen",  O Caçador e a Rainha de Gelo não impressiona, mas satisfaz e entretém aos apreciadores do gênero com competência. 



O critério de notas é estabelecido da seguinte forma:

0,0 = péssimo
1,0 = ruim
2,0 = regular
3,0 = bom
4,0 = ótimo
5,0 = excelente

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Horror no Cinema Nacional | Documentário



    Depoimento do crítico de cinema Efrem Pedroza sobre o cenário do cinema de horror no Brasil no documentário "Horror no Cinema Nacional".