quarta-feira, 1 de junho de 2016

Warcraft - O Primeiro Encontro de Dois Mundos


Nota: 3,0



As adaptações de games em geral sempre dividiram opiniões entre fãs e críticos. Antes de me tornar um crítico, sempre fui fã de games (gosto mais de jogar em console que PC) e alguns filmes inspirados em games são positivamente marcantes. São os casos de Mortal Kombat, o primeiro apenas, e Lara Croft: Tomb Rider, por exemplo. Minha memória reserva também um espaço para as bombas como Alone in the Dark, Street Fighter (com Jean Claude Van Damme) e Super Mario Bros de 1993. 



Quando anunciaram Warcraft - O Primeiro Encontro de Dois Mundos, longa inspirado na história dos jogos online da Blizzard, dirigido por Duncan Jones (famoso pelos sci-fi's 'Contra o Tempo' e 'Lunar'), ao contrário do que alguns disseram "os jogos nunca foram pensadas para ter a profundidade de um Senhor dos Anéis ou um Game of Thrones" talvez não seja tudo aquilo que esperamos para que se torne um épico, mas é uma boa aventura envolvendo o mundo fantástico.



É difícil, mas o esforço tem de ser reconhecido. Adaptar toda a grandiosidade de Warcraft para duas horas de filme já é um grande feito. Para os que não conhecem o game, o filme pode ser um pouco arrastado, mas não é desgastante. Como toda adaptação, para que a indústria do cinema sobreviva, as possíveis franquias de franquias (como neste caso) tratam de mudar alguns aspectos das histórias que os fãs talvez não apreciem tanto, ou apenas aceitem. Os efeitos visuais são realmente bons e isso com certeza pode ser considerado uma bela evolução em termos de adaptações de games.



A história consiste no término da harmonia e sossego em Azeroth, que acaba com a chegada dos guerreiros Orc. A abertura de um portal permite que os Orc cheguem ao local a fim de liquidar os inimigos que ali habitam. Cada clã tem o seu herói representante e ambos os lados travaram uma batalha que colocará em risco as duas nações.




Para os milhões de jogadores que "salvam" o dia todos os dias quando estão online, Warcraft pode se tornar uma franquia estável, óbvio, se caprichar nos próximos roteiros. Mesmo assim, o longa promete entreter com competência seus fãs de longa data.
       O filme merece singelos elogios. A aventura audaciosa e vívida de Duncan Jones é um trabalho que merece respeito e que tem de ser analisada com cuidado, afinal é apenas o início.



O critério de notas é estabelecido da seguinte forma:

0,0 = péssimo
1,0 = ruim
2,0 = regular
3,0 = bom
4,0 = ótimo
5,0 = excelente

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Alice Através do Espelho


Nota: 2,0



Tentando repetir o sucesso de 2010 com Alice no País das Maravilhas e que dividiu opiniões, a continuação dirigida por James Bobin (Mupetts) assumindo o lugar de Tim Burton (agora produtor), apesar dos exagerados efeitos visuais, não impressiona com sua narrativa, mas se esforça.

Fonte: www.hdwallpapers.in


Linda Woolverton continua no roteiro, mas já teve dias melhores (Rei Leão e A Bela e Fera são exemplos disso). Nessa nova história, Alice tenta superar a perda do pai e os conflitos constantes com a mãe. Já o Chapeleiro Maluco, corre o risco de perder a vida (mais uma vez), graças a rejeição do pai de Alice que fica em sua lembrança.

Fonte: www.burnbook.com.br

Sacha Baron Cohen é o vilão Tempo, que poderia ser bem melhor explorado, mas limita-se apenas a mostrar suas fusões de personagens vividos no passado.  Anne Hathaway no papel de Rainha Branca continua a mesma... nada brilhante.

Fonte: www.youtube.com

Lewis Carroll e uma legião de fãs que leram sua obra continuam esperando por uma adaptação que se preocupe menos com o visual e mais com a história.


Uma adaptação que tenta ampliar o universo literário, promete algo diferente do anterior, mas não consegue sair do lugar. Ainda bem que Johnny Depp (que já foi melhor), Helena Bonham Carter e Mia Wasikovska (sempre heroica e inspiradora) estão lá repetindo seus protagonistas. Algo que não é novo, mas que segura as pontas do filme mais uma vez.



O critério de notas é estabelecido da seguinte forma:

0,0 = péssimo
1,0 = ruim
2,0 = regular
3,0 = bom
4,0 = ótimo
5,0 = excelente

sábado, 21 de maio de 2016

Estreias da semana: X-Men: Apocalipse e Pais e Filhas – Programa De Bem com a Vida




                                                                                                 20 de maio de 2016




quinta-feira, 19 de maio de 2016

X-Men: Apocalipse


Nota: 3,0


           Ambientado na década de 80, X-Men: Apocalipse dá continuidade ao bom X-Men: Dias de um Futuro Esquecido e seus personagens principais. Apocalipse e seus Cavaleiros tem momentos bons, mas sem o desenvolvimento necessário. Os Cavaleiros do Apocalipse, apesar de surgirem mais como adereços, são poderosos, não somente em suas habilidades, mas no quesito imagem. Dá até aquele gostinho nostálgico vê-los em ação, como na época da animação da década de 90. Apocalipse, é um dos maiores, senão o maior vilão dos mutantes e surge de forma "grandiosa", mas depois tem suas motivações e objetivos simplificados ao extremo. 
              De todos os personagens, talvez Magneto seja o que se aproxime mais daquilo que é desejado e tem uma atenção plausível, 


Fonte: www.forbes.com

           Por falar em anos 90, algumas coisas deixaram a desejar, infelizmente, como Jubileu, por exemplo. Assistam e entenderão o que quero dizer.


Fonte: www.comicbookresources.com

              Ao contrário de Jubileu, e por motivos muito óbvios, o que Jennifer Lawrence constrói na pele de Mística em "Dias de um Futuro Esquecido" edifica a personagem como uma potencial "heroína" em "Apocalipse". Gosto muito de Jogos Vorazes e dela, Lawrence, mas cada um na sua, por favor. 



Fonte: mixme.com.br

            Na contra-mão de tudo isso, X-Men: Apocalipse entrega um bom entretenimento graças ao "pai" dessa franquia, Bryan Singer. Desde os excelentes X-Men: Primeira Classe (dirigido por Matthew Vaughn) e X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (também dirigido por Bryan Singer), o terceiro longa desta segunda fase não repete de forma triunfal seus antecessores mas encerra essa segunda trilogia de maneira muito mais convincente que X-Men: O Confronto Final.





               Por fim, a FOX segue o modelo dos estúdios MARVEL e a cena pós-créditos sentencia uma vida longa aos X-Men nos cinemas. É aguardar para conferir. Ah, já estava me esquecendo. Tem o Wolverine em X-Men: Apocalipse. O carcaju dos quadrinhos e animações virou presença garantida em tudo que está relacionado aos mutantes. Mesmo que seja meio "batido", é sempre legal vê-lo por aí... 



O critério de notas é estabelecido da seguinte forma:

0,0 = péssimo
1,0 = ruim
2,0 = regular
3,0 = bom
4,0 = ótimo
5,0 = excelente


quinta-feira, 12 de maio de 2016

Angry Birds - O Filme


Nota: 3,0


           Desde o anúncio de Angry Birds - O Filme, todos os viciados no game da Rovio (inclusive eu), aguardávamos com muita curiosidade o que viria, afinal, que "história" poderia surgir de um jogo extremamente cativante, porém sem história? A única coisa que sabíamos até então é que porcos surgiriam em terras de pássaros para roubarem seus ovos e o revide desses pássaros seria... bem, seria os próprios pássaros "velozes e furiosos" lançando-se contra esta ameaça como verdadeiros "kamikazes".  



Fonte: www.youtube.com

          A história gira em torno de Red, que faz uma espécie de tratamento, não o de "choque" como Adam Sandler fez com Jack Nicholson, mas algo que tente controlar sua raiva perante um mundo repleto de "pessoas felizes" e que tornam o nosso protagonista previsível e engraçado, mas não de forma tão agradável como, mais uma vez, o personagem de Adam Sandler em Happy Gilmore (no Brasil "Um Maluco no Golf"). Red e os demais têm suas vidas transformadas com a chegada de porcos ladrões e trambiqueiros. 



Fonte: www.youtube.com

          Mesmo assim, as boas piadas do roteirista de Simpsons (o filme e a série), sustentam bem o filme e seus personagens caricatos.



Fonte: screencrush.com

          Angry Birds - O Filme, conta com as vozes de Jason Sudeikis, Maya Rudolph, Josh Gad e Danny McBride. No Brasil, a boa dublagem fica por conta do time com Marcelo Adnet, Dani Calabresa, Fabio Porchat e Mauro Ramos.





          Por fim, a animação promete fazer sucesso entre adultos (que jogaram, jogam ou passarão a jogar o game de agora em diante) e principalmente crianças. Com um visual legal e piadas que com certeza irão entreter bem o público, Angry Birds - O Filme não chega a ser um "A Era do Gelo", mas também não é nenhum "Heróis da Galáxia: Ratchet e Clank" (ainda bem). Não será preciso lançar-se como "kamikaze" em direção ao cinema, mas vale a pena conferir para dar algumas boas risadas acompanhado de uma boa pipoca com a criançada. 



O critério de notas é estabelecido da seguinte forma:

0,0 = péssimo
1,0 = ruim
2,0 = regular
3,0 = bom
4,0 = ótimo
5,0 = excelente



sexta-feira, 6 de maio de 2016

Estreias da semana: De Amor e Trevas, O Maior Amor do Mundo e Heróis da Galáxia: Ratchet e Clank – Programa “De Bem com a Vida”.



                                                                                                 06 de maio de 2016




quinta-feira, 5 de maio de 2016

A Assassina


Nota: 5,0


           Criado em 1946, o Festival de Cannes tem como glória máxima a premiação simbolizada pela Palma de Ouro e que ano após ano surpreende reconhecendo verdadeiras obras de arte, polêmicas ou não. Não é à toa que "A Assassina" vem para fazer parte do grupo seleto de produções chinesas de grande êxito neste sentido. 



Fonte: wellgousa.com



         "A Assassina" conta a história de uma matadora profissional que sofre com a dúvida entre executar sua missão ou salvar o amor de sua vida. O diretor Hou Hsiao Hsien ("A Viagem do Balão Vermelho"), mais conhecido por produções de dramas, funde artes marciais e a sensibilidade da temática ponto forte predominante em seu DNA de cineasta. Planos longos sem cortes, longínquos e que abusam da quietude, dúvida e descomodidade ditam o ritmo dessa produção. 



Fonte: www.pinterest.com



         Seguindo o rastro de filmes aclamados pelo público como "O Clã das Adagas Voadoras" (2003), indicados ou premiados ao Oscar, Globo de Ouro como "Herói" (2002) e "O Tigre e o Dragão" (2000), "A Assassina", que rendeu a Hou Hsiao-Hsien o prêmio de melhor diretor no Festival de Cannes em 2015 (às vezes o que realmente é bom, demora para chegar às salas de cinema em nosso país), entrega  uma trama hipnotizante e cativante.



Fonte: www.scmp.com


         Hou Hsiao Hsien, ao mesmo tempo em que se demonstra ousado, transforma a pulsão em subjetividade para alcançar novas dimensões. Um filme gracioso em sua composição e que conta com atores chineses famosos como Shu Qi (Carga Explosiva - 2002) e Chang Chen (O Tigre e o Dragão).





         Idealizado durante mais de 25 anos e refinado cuidadosamente há aproximadamente cinco por seu diretor, "A Assassina" é algo um pouco diferente da produção de "Boyhood" (do brilhante diretor Richard Linklater) neste quesito. Uma poesia cadenciada e belíssima, com um figurino de época, porém realista e exuberante,  Um filme que vai na contra-mão dos populares Wuxia (filmes chineses de artes marciais) e que promete fazer mais sucesso entre os apreciadores de arte do que aqueles que procuram no cinema apenas o entretenimento, Um autêntico vencedor de Cannes.



O critério de notas é estabelecido da seguinte forma:

0,0 = péssimo
1,0 = ruim
2,0 = regular
3,0 = bom
4,0 = ótimo
5,0 = excelente