sábado, 3 de novembro de 2018

Bohemian Rhapsody | Críticas de Cinema - Efrem Pedroza



Direção: Bryan Singer      

Elenco: Rami Malek, Lucy Boynton, Aaron McCusker

Gênero: Biografia, Drama    



Ao formar a banda Queen, Freddie Mercury (Rami Malek) e seus companheiros, Brian May, Roger Taylor e John Deacon alteram definitivamente o cenário da música na década de 1970. Porém, o excêntrico Mercury começa a sair do controle em meio ao sucesso e a banda terá de enfrentar o desafio de conciliar fama e sucesso com suas vidas pessoais conturbadas. 

  

“Bohemian Rhapsody” retrata o quão vibrante é o rock’n’roll em um filme biográfico que traz à tona o lado exótico de Freddie Mercury e as diversas faces nebulosas da banda Queen em eventos realçados, mas pouco explorados de forma mais profunda.

Sacha Baron Cohen (Borat) era a escolha inicial para viver Freddie Mercury nas telonas, mas acabou deixando a produção por conta de diferenças criativas envolvendo Brian May e Roger Taylor, guitarrista e baterista do Queen. Ainda bem! Pois o grande destaque do longa é realmente a performance de Rami Malek que encarna Freddie Mercury de forma cativante, vigorosa e sedutora.

Toda a imersão em que o ator se lançou, buscando especialistas para aprimorar gestos, diálogos e a batalha para poder falar usando próteses dentárias em sua boca, na tentativa de se aproximar o máximo possível da forma como Freddie Mercury falava, com seus dentes separados, são premiadas com muito mérito. Um filme com a eletricidade necessária que o rock’n’roll merece.


     



Nota do crítico: 4,0



O critério de notas é estabelecido da seguinte forma:



0,0 = péssimo

1,0 = ruim

2,0 = regular

3,0 = bom

4,0 = ótimo

5,0 = excelente

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Podres de Ricos | Críticas de Cinema - Efrem Pedroza



Direção: Jon M. Chu      

Elenco: Constance Wu, Henry Golding, Michelle Yeoh

Gênero: Comédia, Romance   



Uma professora de econômica nos EUA, Rachel Chu (Constance Wu) namora com Nick Young (Henry Golding) há algum tempo. Um dia Nick convida Rachel para ir ao casamento do melhor amigo, em Singapura, e esquece de avisar Rachel que, como sucessor de uma fortuna, ele é um dos solteiros mais cobiçados da região, transformando-a em alvo para outras candidatas e da mãe de Nick, que reprova o namoro.   



“Podres de Ricos” retrata o embate entre situações individuais e um certo tradicionalismo. O confronto entre ascensão social, riqueza, a vontade do coração e a responsabilidade familiar. Solucionado com uma mistura de lágrimas, risadas, intrigas e uma dose melodramática cavalar, o filme diverte e comove.

Ao final fica a nítida impressão de uma espécie de resgate do gênero. Tudo aquilo que realmente esperamos de uma comédia romântica e que torna a experiência ainda mais prazerosa e pulsante. Até os mais avessos a este tipo de filme, com certeza, se renderão a esta fábula com um olhar diferente.

     




Nota do crítico: 4,0



O critério de notas é estabelecido da seguinte forma:



0,0 = péssimo

1,0 = ruim

2,0 = regular

3,0 = bom

4,0 = ótimo

5,0 = excelente

sábado, 13 de outubro de 2018

Nasce uma Estrela | Críticas de Cinema - Efrem Pedroza



Direção: Bradley Cooper    

Elenco: Lady Gaga, Bradley Cooper, Sam Elliott

Gênero: Drama, Romance    



Quando a cantora Ally (Lady Gaga) surge rumo ao estrelato, seu parceiro, o renomado Jackson Maine (Bradley Cooper), artista de longa carreira, perde sua fama em meio ao vício com o álcool. A situação oposta que atinge ambos em suas carreiras dá fim ao relacionamento amoroso dos dois.  



O filme “Nasce uma Estrela” repete sua estreia nos cinemas pela quarta vez, agora, com Lady Gaga e Bradley Cooper encarregados de emocionarem e cantarem nessa triste história de amor.

A força da música nesse filme aliada as atuações marcantes são o destaque dessa combinação entre sensibilidade e potência em meio à fábula e o showbiz.   

Lady Gaga, que já ganhou um Globo de Ouro por “American Horror Story”, prova com uma performance exuberante que canta e atua muito bem. Do outro lado, Bradley Cooper estreia como diretor e não decepciona. Dirige, atua e canta (muito bem) para a surpresa do público.

Comovente, humano e visceral. Um filme que trata as relações humanas e amorosas de forma verdadeira, transcendendo os clichês típicos de filmes românticos. Um verdadeiro espetáculo.     





Nota do crítico: 5,0



O critério de notas é estabelecido da seguinte forma:



0,0 = péssimo

1,0 = ruim

2,0 = regular

3,0 = bom

4,0 = ótimo

5,0 = excelente

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Venom | Críticas de Cinema - Efrem Pedroza





Direção: Ruben Fleischer     





Eddie Brock (Tom Hardy) é um jornalista investigativo, que é escalado para entrevistar Carlton Drake (Riz Ahmed), o criador da Fundação Vida e tem investido em missões espaciais com o intuito de encontrar possíveis usos medicinais para a humanidade. Após acessar um documento sigiloso enviado à sua namorada, a advogada Anne Weying (Michelle Williams), Brock descobre que Drake tem feito experimentos em humanos e denuncia o cientista em uma entrevista, perdendo o emprego. Alguns meses se passam e o ainda desempregado Brock é procurado pela dra. Dora Skirth (Jenny Slate) com uma denúncia: Drake estaria usando simbiontes alienígenas em testes com humanos.  



Apesar de ligado diretamente aos gêneros ficção científica e ação, “Venom” está mais para uma comédia de amizade esquisita que, por enquanto, não faz (mas fará) parte do universo do Homem-Aranha.

Como ponto forte do longa-metragem deste anti-herói, a atuação de Tom Hardy tem destaque e, ainda bem, segura o filme nesse sentido. Eddie Brock não deseja de forma alguma ser a criatura brutal, mas se rende aos poucos aos poderes e simpatia do simbionte que se depara com um vilão pouco convincente.   

O filme não impressiona, por conta da direção pouco inspirada de Ruben Fleischer, que não acerta a mão desde “Zumbilândia”. Confesso que quando anunciaram o filme pensei: pode ser normal ou surreal. Acabou se tornando um filme comum. Se Fleischer fosse mais ousado, “Venom” poderia ser muito mais divertido, assim como a maioria dos filmes que ostentam o selo “Marvel”.  Pelo visto, Venom não precisa apenas de Eddie Brock, mas também do Homem-Aranha para ganhar um toque a mais.

Um último detalhe... Fiquem até o fim dos créditos. 






Nota do crítico: 2,0



O critério de notas é estabelecido da seguinte forma:



0,0 = péssimo

1,0 = ruim

2,0 = regular

3,0 = bom

4,0 = ótimo

5,0 = excelente

domingo, 30 de setembro de 2018

10 Segundos para Vencer | Críticas de Cinema - Efrem Pedroza



Direção: José Alvarenga Jr.    

Elenco: Daniel de Oliveira, Osmar Prado, Ricardo Gelli  

Gênero: Drama, Biografia   



"Galinho de Ouro" como era conhecido popularmente, por ser considerado o maior peso galo da história do boxe, Eder Jofre lutou, antes de tudo, na vida. Desde a dura infância no bairro do Peruche, em São Paulo, Eder venceu muitas lutas antes de se sagrar campeão mundial em 1961, nos Estados Unidos.  



O filme "10 Segundos para Vencer" conta a vida do maior peso galo de todos os tempos com muita cortesia, sensibilidade e graça.

O relacionamento entre pai e filho é o centro das atenções. Contundente e com atuação memorável, Daniel de Oliveira está incrível. Os conflitos pessoais e emocionais dão o tom e são o combustível que alimenta a brilhante carreira do grande bicampeão.  

As cenas de lutas são extremamente de bom gosto, explorando ângulos com muita inteligência e agilidade, transmitindo a real sensação de viver o clima do público que assistia aos combates do imparável lutador brasileiro.

 Pode parecer exagero, mas “Rocky” (1976) foi vencedor do Oscar em três categorias no ano de 1977. Pelo visto, o Brasil, que sempre revelou campeões incríveis na nobre arte, agora tem seu representante, da vida real, no cinema e com muita competência. Nosso “Rocky Balboa” se chama “Éder Jofre – O Galinho de Ouro”. 



Nota do crítico: 5,0



O critério de notas é estabelecido da seguinte forma:



0,0 = péssimo

1,0 = ruim

2,0 = regular

3,0 = bom

4,0 = ótimo

5,0 = excelente

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Buscando... | Críticas de Cinema - Efrem Pedroza



Direção: Aneesh Chaganty   


Gênero: Suspense, Drama   



Após o desaparecimento de uma garota de 16 anos, David Kim (John Cho), o pai da menina, pede ajuda às autoridades locais, mas não obtém êxito. Passadas 37 horas, David decide invadir o computador de sua filha para encontrar pistas que possam leva-lo ao seu paradeiro. 



Com pistas sutis que se encaixam aos poucos, mas de forma muito sutil e inteligente, “Buscando...” inova ao contar uma história daquilo que é compartilhado, mas principalmente do que não é compartilhado.

Um roteiro construído através de telas e mais telas (algo diferente, porém cansativo) e uma performance de destaque do ator John Cho, que revela um suspense e drama psicológico muito interessantes.

"Buscando..." não se apoia apenas na “tecnologia” para emplacar a trama de forma contundente. David (John Cho) passa praticamente o tempo todo em frente ao computador e isso, de certa forma, reflete um pouco da nossa realidade quando nos referimos a tantos perfis em redes sociais e uma vida virtual infindavelmente repleta de aparências.

  






Nota do crítico: 3,0



O critério de notas é estabelecido da seguinte forma:



0,0 = péssimo

1,0 = ruim

2,0 = regular

3,0 = bom

4,0 = ótimo

5,0 = excelente

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

O Predador | Críticas de Cinema - Efrem Pedroza




Direção: Shane Black  





Um garoto ativa o retorno ao planeta Terra dos predadores que estão muito mais fortes e inteligentes do que antes. Um professor de ciências e ex-soldados unem forças para combater essa ameaça para proteger o futuro da raça humana. 



Antes do lançamento do primeiro filme da franquia em 1987 ninguém poderia imaginar que um filme tão violento e protagonizado pelo ex-astro do fisiculturismo, Arnold Schwarzenegger, pudesse fazer tanto sucesso tendo até games e quadrinhos lançados logo em seguida. Ainda sobre o elenco do primeiro filme, um jovem ator, não tão famoso como Arnold e muito apagado na trama se tornaria um dos diretores de filmes de ação mais famosos, principalmente pela franquia “Máquina Mortífera” - Seu nome ... Shane Black.

E é justamente o fato de Shane Black retornar, agora como diretor, que garante finalmente um filme digno dos anos dourados com a pegada pulp, gore e cheia de testosterona. Um resgate do título com a essência blockbuster dos anos 80. A única coisa que deixa a desejar são alguns momentos de carência em textura das criaturas em computação gráfica que parecem “animados” demais. Com o passar do filme, acabamos nos “acostumando”. Nos anos 80 os efeitos especiais práticos sempre funcionaram e se tivessem retomado isso, com certeza teria sido a cereja do bolo.

"O Predador" tem praticamente todos os elementos que o fizeram se tornar um sucesso do gênero. O retorno que muitos esperavam, feito em grande estilo e por um diretor que sabe muito bem o que é enfrentar um alienígena assassino cara a cara.

  






Nota do crítico: 4,0



O critério de notas é estabelecido da seguinte forma:



0,0 = péssimo

1,0 = ruim

2,0 = regular

3,0 = bom

4,0 = ótimo

5,0 = excelente