quarta-feira, 5 de setembro de 2018

A Freira | Críticas de Cinema - Efrem Pedroza



Direção: Corin Hardy


Gênero: Terror



Aprisionada em um convento na Romênia, uma freira comete suicídio. Um padre amargurado e uma noviça prestes a se tornar freira são encarregados de investigar o caso. Colocando a fé e suas vidas em risco ambos acabam descobrindo um segredo obscuro que os levará a confrontar as forças do mal representadas por uma freira demoníaca que todo o entorno do convento em um verdadeiro inferno. 



Se considerarmos todo o universo de “Invocação do Mal” até aqui, o filme “A Freira” é o que conta com a história mais simples de todas, mas não menos assustadora. Em “Invocação do Mal 2” o demônio “Valak” mobilizou milhares de pessoas no cinema a ponto de quererem saber mais sobre a entidade que travou uma batalha interessante com Lorraine Warren.

Dirigido por Corin Hardy, algumas das viagens da câmera pelo convento lembram, e muito, o estilo empregado por James Wan. O que garante maior imersão e uma sensação de medo e angústia contínuos, afinal a freira está sempre “presente”.

O que, por ora, podemos afirmar é que a franquia “Invocação do Mal” e seus derivados, dialogam em épocas diferentes, mas com muita fluidez. São complementares de forma distinta, porém natural. São assustadores e “A Freira” é com toda certeza mais um capítulo dessa saga que foge aos tradicionais filmes “jump scare” e eleva o nível do gênero.  Apenas um último aviso... Tome cuidado, a freira está sempre à espreita.  

  





Nota do crítico: 4,0



O critério de notas é estabelecido da seguinte forma:



0,0 = péssimo

1,0 = ruim

2,0 = regular

3,0 = bom

4,0 = ótimo

5,0 = excelente

domingo, 2 de setembro de 2018

Yonlu | Críticas de Cinema - Efrem Pedroza



Direção: Hique Montanari


Gênero: Drama

Nacionalidade: Brasil



Um jovem poeta, dominante de quatro idiomas, desenhista e músico, Vinícius Gageiro (Thalles Cabral), é mais conhecido como Yonlu. Mesmo tendo muito talento, decide por um ponto final em sua vida ao entrar em uma comunidade virtual de assistência para potenciais suicidas



Em “Yonlu” apesar de logo de cara nos depararmos com uma tragédia juvenil anunciada, o filme é tenso e todo o desconsolo, agonia e tristeza são sentidos graças ao protagonista que encara o desafio com extrema entrega. A desespero e amargura do personagem é potencializado com o “apoio” da internet, que por vezes destrói vidas. 
Exceção a todo o trabalho muito bem feito, talvez seja a forma professoral como é tratada a narrativa, nos momentos em que surge o terapeuta... Desnecessário. 
O grande trunfo nesse filme é o fato de tratar um tema tão complexo de forma não romantizada, pois a mente perturbada do adolescente perpassa por imagens de um cenário mais lúdico com músicas e desenhos dele próprio que garantem não somente a imersão de quem assiste, mas o sentimento de tormento em meio a tantos fragmentos de uma vida tão jovem e despedaçada.

  



Nota do crítico: 4,0



O critério de notas é estabelecido da seguinte forma:



0,0 = péssimo

1,0 = ruim

2,0 = regular

3,0 = bom

4,0 = ótimo

5,0 = excelente

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas | Críticas de Cinema - Efrem Pedroza



Direção: Aaron Horvath, Peter Rida Michail

Elenco: Manolo Rey, Charles Emmanuel, Mariana Torres, Eduardo Borgerth Neto, Luiza Palomanes

Gêneros: Animação, Comédia



Robin, Ciborgue, Estelar, Ravena e Mutano são os Jovens Titãs. Ao notarem que vários super-heróis estão estrelando filmes, a equipe “lutar” para conquistar seu próprio espaço na telona. Robin, decidido a se tornar um astro e com planos malucos, parte junto aos demais em busca de um diretor de Hollywood, mas acabam caindo nas garras de um supervilão. 



Totalmente despretensioso, cômico e repleto de easter-eggs, “Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas” passeia pela cultura pop com paródias que reinventam o gênero “super-herói” e de certa forma tecem uma crítica ao cenário da indústria cinematográfica com suas várias falhas, incluindo o próprio estúdio Warner e os “rivais” Disney e Fox.  

Talvez, o grande feito nesse filme seja, o fato de conseguir “rir” da própria desgraça no cinema, o que acaba cativando adultos sem deixar de lado as crianças com as cenas de ação e as muitas piadas que divertem todos sem deixar ninguém de fora.



O filme trabalha muito bem como adaptação dos quadrinhos, mesmo com esse lado mais engraçado. O conteúdo original é respeitado, além do perfil e detalhes de cada personagem explorado nesse universo que, ao que parece, deu muito certo! Agora só falta começar a acertar, sem acelerar, nos filmes mais sérios. Capacidade, pelo menos nessa animação para o cinema, a Warner provou ter.  





Nota do crítico: 5,0



O critério de notas é estabelecido da seguinte forma:



0,0 = péssimo

1,0 = ruim

2,0 = regular

3,0 = bom

4,0 = ótimo

5,0 = excelente

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Christopher Robin - Um Reencontro Inesquecível | Críticas de Cinema - Efrem Pedroza



Direção: Marc Forster

Elenco: Ewan McGregor, Hayley Atwell, Mark Gatiss 

Gêneros: Aventura, Animação



Christopher Robin (Ewan McGregor) deixou, há anos, de embarcar nas aventuras do Bosque dos 100 Acres com seu companheiro Pooh e os demais animais. Com isso, Pooh e seus companheiros decidem adentrar o mundo real e resgatar o garotinho amável “adormecido” em um homem de negócios totalmente alheio ao seu passado de fantasia e histórias incríveis. 



Sem se preocupar com o confronto entre realismo e imaginação, com um roteiro que vai direto ao ponto, mas poderia arriscar um pouco mais “Christopher Robin – Um Reencontro Inesquecível” é um verdadeiro convite ao público a mergulhar em uma aventura que nos faz realmente acreditar na existência de Pooh e os outros animais do Bosque. É simplesmente adorável!

Os efeitos computadorizados tornam os personagens em pelúcias “vivas” capazes de realizar qualquer feito, até mesmo ajudar o velho amigo, Christopher Robin em sua retomada de jornadas incríveis.

Em suma, o mais importante das antigas animações está presente; o conto de fadas e sua essência em uma nova roupagem que exibe com muita maestria a beleza e a melancolia, trazendo uma mensagem original e moderna. Uma fábula contada com o coração, de forma simples e doce como mel. 







Nota do crítico: 4,0



O critério de notas é estabelecido da seguinte forma:

0,0 = péssimo
1,0 = ruim
2,0 = regular
3,0 = bom
4,0 = ótimo
5,0 = excelente

sábado, 11 de agosto de 2018

Megatubarão | Críticas de Cinema - Efrem Pedroza



Direção: Jon Turteltaub


Gênero: Suspense, Ação



Na fossa mais profunda do Oceano Pacífico, a tripulação de um submarino fica presa dentro do local após ser atacada por uma criatura pré-histórica que se achava estar extinta, um tubarão de mais de 20 metros de comprimento, o Megalodon. Para salvá-los, oceanógrafo chinês (Winston Chao) contrata Jonas Taylor (Jason Statham), um mergulhador especializado em resgates em água profundas que já encontrou com a criatura anteriormente.



"Megatubarão"  é um filme divertidíssimo  que, guardadas as devidas proporções, acerta em reproduzir o terror psicológico do clássico “Tubarão” de Spielberg, surpreendendo o público com as aparições do monstro colossal.

Apesar de em alguns momentos morosos que trabalham para construir um certo suspense, quando o gigante assassino aparece é de tirar o fôlego. Repleto de clichês que o gênero permite, mas sem medo nenhum de se assumir como tal, “Megatubarão” apresenta um bom roteiro, com momentos engraçados e visualmente bem realizado, sem exageros.

Tudo no filme conspira para que os sustos, gritos e histeria sejam garantidos, e de fato são, mas sabemos que Jason Statham está lá para resolver a situação. 

Confesso que é raro, atualmente, um filme desse gênero divertir tanto até o fim. 



Nota do crítico: 4,0

O critério de notas é estabelecido da seguinte forma:

0,0 = péssimo
1,0 = ruim
2,0 = regular
3,0 = bom
4,0 = ótimo
5,0 = excelente

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Missão Impossível - Efeito Fallout | Críticas de Cinema - Efrem Pedroza



Direção: Christopher McQuarrie

Elenco: Tom Cruise, Henry Cavill, Rebecca Ferguson

Gêneros: Ação, Espionagem, Suspense



O mais novo filme da franquia “Missão Impossível”, institulado “Missão Impossível – Efeito Fallout” já está nos cinemas com o básico da ação resgatado de forma imponente. Franquia reconhecida por sua excelência do gênero, tudo começou no ano de 1996 e desde então, o agente Ethan Hunt (Tom Cruise) ganhou de vez o respeito e carinho do público. 



Em  “Missão Impossível – Efeito Fallout”, o fôlego da cinesérie não só foi renovado como parece apontar para uma vida longa nas telonas, enquanto Tom Cruise quiser e tiver condicionamento físico para tal, já que o ator dispensa dublês, apesar dos seus bem vividos 56 anos de idade.

A cada produção, ritmo e trilha sonora se tornam mais e mais alucinantes e em “Efeito Fallout” as quase 3 horas de filme passam como se fossem 3 minutos, carregados de adrenalina em seu mais alto nível!

O roteiro de Christopher McQuarrie é repleto de surpresas e quando Ethan começa sua missão ele não para! O maior desafio ao assistir esse filme é, manter-se frio, calculista e por último e não menos importante, montar o quebra-cabeças da trama. Prepare-se mentalmente e fisicamente. Se conseguir, considere-se pronto para a próxima missão junto ao agente Hunt. 






Nota do crítico: 5,0

O critério de notas é estabelecido da seguinte forma:

0,0 = péssimo
1,0 = ruim
2,0 = regular
3,0 = bom
4,0 = ótimo
5,0 = excelente




sexta-feira, 6 de julho de 2018

Homem-Formiga e Vespa | Críticas de Cinema - Efrem Pedroza


Direção: Peyton Reed

Elenco: Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Douglas

Michelle Marie Pfeiffer, Michael Peña, Laurence Fishburne e Hannah John-Kamen. 


Gêneros: Ação, Ficção científica, Aventura 

Após se juntar e ajudar o Capitão América na luta contra o Homem de Ferro em "Capitão América - Guerra Civil", Scott Lang (Paul Rudd) é condenado a dois anos de prisão domiciliar, por ter quebrado o Tratado de Sokovia. Scott então se aposenta momentaneamente do uniforme do Homem-Formiga. Faltando três dias para o fim deste prazo, Scott tem um sonho estranho com Janet Van Dyne (Michelle Pfeiffer), que desapareceu 30 anos atrás ao entrar no reino quântico em um missão com o primeiro Homem-Formiga (Michael Douglas). Scott encontra o Dr. Hank Pym  e sua filha Hope (Evangeline Lilly) a procura de explicações e é imediatamente integrado por pai e filha a fim de que possa ajudá-los em seu plano: resgatar Janet de seu limbo através de um túnel quântico. 

E depois dos acontecimentos brutais envolvendo "Vingadores - Guerra Infinita", "Homem-Formiga e Vespa" teve sua mais do que aguardada. Humor, ação e até mesmo uma dose romance são os ingredientes do segundo filme deste super-herói que agora não está mais sozinho. A Vespa de Evangeline Lilly rouba a cena por diversas vezes e pode apostar que a Marvel vai preparar um filme com suas supermulheres dos quadrinhos, além de expandir o universo feminino ainda mais neste quesito. Aliás, as mulheres (todas) do elenco tem seu papel de destaque. Quanto ao filme, pode esperar tudo o que já falei aqui (uma receita básica). Um bom entretenimento, apesar de o primeiro filme ter sido muito melhor nos quesitos ação e humor. Não quero e nem vou entregar muito, mas vamos ao que vocês mais anseiam. O filme tem duas cenas pós-créditos... Uma conecta "Homem-Formiga e Vespa" a "Vingadores - Guerra Infinita" de forma arrebatadora! Já a segunda cena pós-créditos, deixo aqui a minha gargalhada e você vai entender... Hahahahahahahaha!!!

Nota do crítico: 3,0
O critério de notas é estabelecido da seguinte forma:

0,0 = péssimo
1,0 = ruim
2,0 = regular
3,0 = bom
4,0 = ótimo
5,0 = excelente